Nova tecnologia de identificação facial do Facebook é capaz de reconhecer rostos com “precisão humana”

O Facebook anunciou, nesta terça-feira (18), o desenvolvimento de uma tecnologia capaz de identificar pessoas em imagens com precisão “quase humana”. Chamado DeepFace, o projeto de identificação facial trabalha com um sistema que mapeia o rosto das pessoas em três dimensões. Na fase de testes, ele apresentou 97,25% de acerto nas fotos apresentadas. Além de melhorar sugestões de marcação na rede social, a iniciativa deverá ser lançada à parte, em junho, e poderá ser aplicada no dia a dia, o que levanta discussões sobre privacidade e sigilo de informações.
De acordo com a empresa de Mark Zuckerberg, o sistema contou com mais de quatro mil voluntários para ser testado. Ao todo, ele trabalhou com 4,4 milhões de imagens. No entanto, mapear o rosto é apenas uma das características da nova tecnologia. O DeepFace também aplica filtros nas imagens para mostrar elementos faciais únicos e diferenciar ainda mais as pessoas.
Ainda segundo o Facebook, o projeto deve ser lançado, em junho, para conseguir avaliação da comunidade de pesquisas e participar do evento “IEEE Conference on Computer Vision and Pattern Recognition”, que reúne desenvolvedores de diferentes países e apresenta novas tecnologias.
O recurso de marcação de fotos por reconhecimento facial foi lançado pela rede social há cerca de quatro anos, mas causou polêmica e foi desativado logo em seguida por levantar discussões sobre a privacidade dos usuários. O Facebook foi, inclusive, questionado pelo Ministério da Justiça em 2011, após lançar a tecnologia no Brasil. Na época, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), argumentou que a ferramenta aumentava potencialmente a exposição da imagem dos usuários e que havia indícios da ausência de consentimento para ativação dela.
O DPDC exigiu que a possibilidade de aprovação anterior na identificação das fotos fosse explicada aos internautas. Apesar disso, o recurso acabou desativado. Em janeiro, o Facebook reativou o sistema nos Estados Unidos após suspensão temporária para realizar “melhorias técnicas”.

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